quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O cenário da comunicação brasileira entre investidores e projetos sociais




A empresa de tecnologia em monitoramento de projetos sociais, PeaceLabs, divulgou o resultado da pesquisa sobre o cenário da comunicação brasileira entre investidores e projetos sociais, realizada em novembro de 2017. A pesquisa contou com as parcerias da Agência de Marketing com Impacto Social Nossa Causa e o Instituto Legado de Empreendedorismo Social. Ela foi realizada com 215 organizações sociais brasileiras para entender como elas se relacionam com seus investidores.


Segundo a pesquisa, o nível de satisfação dos investidores com os resultados que recebem das organizações da sociedade civil é de apenas 5%. Por outro lado, as organizações, 67%, acreditam que suas práticas atuais são suficientes para a comprovação de resultados.

De acordo com a pesquisa, 72% das organizações da sociedade civil acreditam que perderiam o investimento sem uma comunicação estruturada com seu investidor. Esse número comprova a importância que a comunicação tem no papel estratégico na fidelização de investidores.


No entanto, elas encontram dificuldades, diariamente, para manter esta relação, como manter um relacionamento em longo prazo com os financiadores (24,4%), definir indicadores (13,4%), acompanhar resultados em tempo real (12,6%), ter uma comunicação periódica estruturada com os financiadores (11%), gerar relatórios (9,4%), justificar o orçamento para os seus financiadores (7,9%) e coletar dados em campo (6,4%).



Ainda na mesma pesquisa, os documentos enviados pelas organizações como um canal de comunicação com o investidor são o orçamento do projeto (66%), seguido do relatório final do projeto (64,5%), prestação de contas financeira (63%) e da proposta de financiamento em Word/PDF (59%). A newsletter (18%) aparece em último lugar, atrás das provas de execução (30%), proposta de continuidade (31%), proposta de financiamento em formato slide (35%) e do clipping de notícias (36%). Isso não quer dizer que a newsletter é dispensável, mas que o material de comunicação que deve ser utilizado para fidelizar os investidores deve ser diferente.



Além disso, somente 37% das organizações dedicam até 1h por semana para comunicar-se com seu investidor, enquanto 40% tiveram investidores que descontinuaram o investimento. Esses números demonstram que a comunicação é essencial no relacionamento entre essas duas partes.

Com esta análise, ficam evidenciados os desafios da comunicação das organizações sociais.

Então, fiquem de olho neste blog para acompanhar as melhores práticas de comunicação no terceiro setor. Siga, também, pelo Instagram @gecomterceirosetor e acompanhe o nosso trabalho.

Acesse o link abaixo onde você terá acesso ao infográfico da pesquisa com mais informações.

Sobre o Peace Labs

Empresa de tecnologia em monitoramento de projetos sociais, que possibilita empresas, institutos ou fundações empresariais acompanharem de perto, e de maneira dinâmica, o resultado e impacto de cada um de seus projetos sociais.

Sua missão é ampliar a transparência e confiança entre projetos sociais e seus financiadores, para otimizar o impacto de cada recurso investido nestas soluções sociais.


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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Paróquia São Francisco de Assis e Associação das Empresas de Campos Elíseos celebram o Natal em Duque de Caxias



Comunidade de Campos Elíseos durante a chegada ao evento.

Diversão foi o que não faltou na tarde da última terça-feira (19), durante o “Natal da Comunidade em Ação”, com as crianças das comunidades da Paróquia São Francisco de Assis, em Campos Elíseos, bairro de Duque de Caxias. O evento, organizado em parceria com a Paróquia São Francisco de Assis e a Associação das Empresas de Campos Elíseos (Assecampe) com apoio e patrocínio da Braskem, reuniu 350 crianças cadastradas pelas comunidades da Pastoral da Criança, Santa Clara, São Francisco de Assis, São José, Nossa Senhora da Paz, Nossa Senhora de Lourdes, São João Batista, Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora Aparecida, Santíssima Trindade, Santo Antônio, Nossa Senhora do Rosário, Cristo Libertador, São Judas Tadeu, Santa Teresinha, São Sebastião, Sant’Ana, Cristo Redentor e Imaculada da Conceição.

“O nosso objetivo era trazer a comunidade e fazer essa confraternização. O Natal é uma época em que a gente tem que estar reunindo as pessoas e mostrar que ainda existe jeito em nosso país. As pessoas aqui estão satisfeitas. Não tem tumulto, não tem brigas. As pessoas estão querendo mais e isso é uma oportunidade ímpar que a gente está fazendo com essas pessoas. Talvez, essas crianças não consigam uma outra oportunidade de ganhar um brinquedo no final do ano. E, hoje, elas estão conseguindo esse presente”, conta o coordenador do Processo Apell, Ariel Blanco.

Muita diversão para as crianças durante a festa de Natal.
O relações institucionais da Braskem, Daniel Fleischer, explica sobre a escolha da empresa em envolver outras igrejas nos eventos realizados nas comunidades. “Esse ano, decidimos fazer um evento um pouco maior. A Braskem não tem religião, não tem política, não tem clube de futebol. Não tem essa questão de raça, gênero ou sexo. Ela é uma empresa que é aberta a todo tipo de resistência que tem em nossa sociedade”, conta Fleischer, lembrando que ano passado a festa foi realizada no Instituto Nova Chance, vinculado à Igreja Batista.
Música, lanches, diversas brincadeiras, distribuição de presentes alegraram a tarde ensolarada das crianças que ficaram ainda mais animadas com a presença do Papai Noel.

Foto com o Papai Noel para recordação.
“A alegria e a satisfação da criançada são os nossos prêmios, o nosso pagamento”, conta o diretor executivo da Assecampe, Jorge Rezende.

Para a coordenadora da comunidade Sagrado Coração de Jesus da Pastoral da Criança, Lena Monteiro, as crianças ficaram satisfeitas. “Foi uma grande festa. Muito bonita, onde as crianças brincaram, lancharam bastante e receberam brinquedos. Ficaram felizes da vida”.

Crianças aproveitaram o dia em diversos brinquedos.
“Tudo foi feito com muito carinho para receber tanto as crianças quanto seus responsáveis no dia de hoje”, alegra-se o analista de informações gerenciais, Raphael Aguiar.
Uma grande estrutura foi cuidadosamente planejada pela organização.
A entrega dos presentes foi realizada por uma campanha de doação entre os funcionários da Braskem, que apadrinhariam 350 crianças por meio de cartas que foram distribuídas nas comunidades pela Paróquia São Francisco de Assis.

A partir da esquerda: Daniel Fleischer (Braskem), Jorge Rezende (Assecampe), pastor Edvaldo Guedes (Igreja Batista) e Ariel Blanco (Processo Apell), organizadores do evento.
“Em outubro, fizemos as cartas, que foram entregues às comunidades com os pedidos das crianças. Claro, teve carta com pedidos difíceis, mas a maioria pediu brinquedo. O que chama a atenção é que duas cartas das crianças pediram cestas básicas. Isso demonstra o nível de necessidade dessas pessoas e impressiona as pessoas que trabalham na Braskem”, revela Fleischer, surpreso com alguns pedidos.

Os sorrisos das crianças prevaleceram e a diversão foi até o fim, com muita alegria entre todas as pessoas que tiveram essa oportunidade de confraternizar um Natal em comunhão.

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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Sustentabilidade do terceiro setor é debate no 10º Fórum Rio



Casa Fluminense
O diretor executivo do Cieds, Fabio Muller, discute com representantes de ONGs sobre sustentabilidade no terceiro setor.

A Casa Fluminense organizou, em parceria com outras organizações sociais, a décima edição do Fórum Rio - Convergências para 2018, no último sábado (25), no Galpão da Ação da Cidadania, região portuária do centro do Rio. O Fórum busca fomentar convergências da sociedade civil para a defesa de uma visão longo prazo no Rio durante o debate de 2018, tendo a redução das desigualdades territoriais como prioridade da ação pública e a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Entre as 22 atividades que foram realizadas no Fórum, estava a oficina “Sustentabilidade do Terceiro Setor”, da qual participei e trago para vocês o que foi discutido.

O debate contou com a presença de instituições da sociedade civil e os vencedores do edital Fazedores do Bem, mediado pelo diretor executivo do Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds), Fabio Muller.

Em sua apresentação, ele citou alguns desafios que as organizações da sociedade civil (OSC) encontram em busca da sustentabilidade: accountability e transparência, desenvolvimento institucional, atuação em redes e medição dos efeitos e impactos.

A coordenadora e captadora de recursos do Instituto Formiga Karioca, Dayse Alves, citou que “uma das dificuldades das organizações é ter o apoio das pessoas e elas acreditarem que o trabalho das ONGs é sério”.

O superintendente do Instituto Baía da Guanabara, Adauri Souza, sugeriu uma reflexão sobre a representação e legitimidade das OSCs. “Será que as organizações da sociedade civil sabem quem elas estão representando? Qual é a representatividade delas? Não há atuação em rede, sem saber o que as organizações representam”, disse.

“As ONGs devem inovar, se reorganizar e saber usar as novas tecnologias para engajar as pessoas para uma causa”, sugeriu Mauro Furlan, da Associação Beneficente Amar.

Outros pontos discutidos foram a questão da disputa entre as ONGs, a capacidade e o papel da liderança para sustentar uma ação e a captação de recursos.

Casa Fluminense

Ao final do debate, Fabio Muller apresentou a plataforma Compartir, criada pelo Cieds. Uma plataforma de cooperação para organizações e coletivos sociais que compartilha conteúdos e oportunidades para fortalecer organizações comunitárias, identificando e semeando boas práticas. A Compartir permite ao usuário criar redes para troca de informações e construção compartilhada de conhecimento, divulgar casos de sucesso, acessar editais e oportunidades de capacitação e desenvolver parcerias e projetos coletivos.

Para saber mais acesse compartir.org.br. 

E teve mais

Durante o Fórum, houve apresentação de trabalhos acadêmicos em pôsteres alinhados aos 12 eixos da Agenda Rio, que apresentam visão e propostas de políticas públicas para redução de desigualdades, para o aprofundamento democrático e o desenvolvimento sustentável no Rio.

A décima edição do Fórum contou, também, com a Feira de Integração. Espaço que reuniu trabalhos e produtos de instituições, grupos e indivíduos parceiros, para vendas de produtos, lançamentos de campanhas e de projetos e apresentação de ferramentas de mobilização.

Ao final do evento, foram lançados o Painel do Legislativo, plataforma para acessar a produção legislativa da Alerj no período 2014-2017 e o Caderno de Experiências dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) no Rio metropolitano com o mapeamento de iniciativas que visam territorializar, monitorar e incidir na implementação dos ODS.

Sobre o Fórum

O Fórum Rio acontece duas vezes ao ano e sempre é realizado em um território diferente da metrópole. Ele é constituído a partir de um processo coletivo e colaborativo de todos os que compartilham dos seus compromissos com o estímulo à participação cidadã, a transparência na gestão pública e a defesa de políticas voltadas à promoção de igualdade, o aprofundamento democrático e o desenvolvimento sustentável no Rio de Janeiro. O Fórum tem o compromisso de debater sobre políticas públicas na metrópole e dar visibilidade aos territórios, raramente presentes na imprensa, sempre a partir do olhar de quem conhece, ama e vive neles.


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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

A música como ferramenta estratégica de comunicação

Baixada Nunca Se Rende
Ao lado de Eddi MC, rapper, jornalista e coordenador de Comunicação do coletivo de músicos do Baixada Nunca Se Rende.


Eddi MC é jornalista, rapper e, atualmente, coordenador de Comunicação do coletivo aberto de músicos e artistas do Baixada Nunca Se Rende (#BXD). Seu trabalho como articulador entre a Baixada Fluminense e a Organização das Nações Unidas (ONU), envolvendo a música, é muito interessante. Ele faz uso das técnicas e conhecimentos em comunicação, contribuindo para difundir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) por meio das músicas desenvolvidas pelo coletivo da Baixada Fluminense.

Nesta entrevista, ele conta como teve início a parceria entre a ONU e a Baixada, como é o seu trabalho de comunicação e os próximos passos do BXD.

Gecom: Conte como teve início esse projeto entre o Baixada Nunca Se Rende e a ONU.

Eddi MC: A ideia do projeto da parceria com a ONU veio quando eu fazia pós-graduação em Gestão Estratégica de Comunicação e uma das minhas colegas de sala trabalhava na ONU como coordenadora do projeto pelo lado deles. Ela me colocou em contato com o coordenador de Comunicação do Centro Rio+. Ele me ligou, explicou qual era a ideia e eu falei que tinha um coletivo de artistas, que é o coletivo Baixada Nunca Se Rende, que poderia trabalhar divulgando os ODS por meio de nossas músicas. E é o que a gente já fazia sem apoio, sem divulgação, por iniciativa própria. É interessante que a ONU, na década de 70 e 80, a presença dela na Baixada Fluminense foi por meio de um relatório que dizia que Belford Roxo era o lugar mais violento do mundo. E, agora, ela volta por meio de um projeto que valoriza a cultura da Baixada Fluminense, valoriza a sustentabilidade, que é a plataforma mundial da ONU, os ODS, e possibilita inúmeras outras ações nesses caminhos: sustentabilidade, música e cultura. Fundamental.

Gecom: Qual seu papel dentro do projeto?

Eddi MC: Hoje, eu faço uma espécie de coordenação de Comunicação. Eu coloco em prática o que aprendi na pós-graduação, minha experiência de comunicador, jornalista, para traçar, junto com os outros integrantes, estratégias para ampliar mais o nosso alcance.

Gecom: Como você avalia a estratégia de usar a música como um meio de comunicação para transmitir a mensagem sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável?

Eddi MC: É ótimo. Porque engajar um artista não é assim tão fácil. Então, se você tem um artista numa causa, você já tem uma pessoa que é uma formadora, que pode engajar inúmeras outras até onde a música dele chegar. Até onde quem ouvir, gostar. Ouvir, entender a proposta da reivindicação inicial do Centro Rio +. Dizer, simplesmente, que o papel que eles [ONU] escrevem e mandam para os governos e que colocam no site, são coisas frias. E a música é o contrário. Ela vai até onde o povo tá. Ela fala na linguagem que o povo entende. E não só a população mais carente, não. Qualquer pessoa pode ter mais possibilidade de entender e ser tocado por uma música que eu falo, do que uma notícia que está no site. Então, acho que a proposta de engajar os músicos é essa. Estabelecer um contato mais direto entre a ONU e a população.

Baixada Nunca Se Rende
Músicos e artistas do coletivo Baixada Nunca Se Rende reunidos na praça de Belford Roxo.

Gecom: O documentário "#BXD – Baixada Nunca Se Rende" já foi exibido em Moçambique, China e Cazaquistão. Qual o objetivo dessa exibição em outros países?

Eddi MC: O nosso parceiro é um parceiro mundial. A missão do Centro Rio+ é criar iniciativas inovadoras, criar estratégias inovadoras para falar dos ODS. A gente está considerando essas estratégias de engajar um coletivo de artistas para falar dos ODS  uma coisa inovadora. Então, estamos apresentando para o mundo um trabalho inovador feito pela Baixada, que conta, também, a nossa história musical que a gente fez para o CD promo, voltado para os ODS na Baixada Fluminense. Acho que o objetivo é esse, mostrar essa ideia inovadora.

Gecom: Onde será a próxima exibição deste documentário?

Eddi MC: Estados Unidos e Bulgária. Todos os dois em outubro.


Se liga só no vídeo em que Eddi MC fala sobre um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável com uma linguagem simples e direta.


Acompanhe o trabalho de Eddi MC nas redes sociais

Rap da Baixada em novo CD

O próximo CD do Baixada Nunca Se Rende vai contar com 17 faixas de músicas, falando sobre os 17 ODS, cantados por cada músico do coletivo.

“Provavelmente, a rapaziada, a molecada do rap, que está promovendo as rodas culturais que falam sobre os 17 ODS devem estar presente no segundo CD”, conta um dos líderes da Roda Cultural da Casa da Cultura de Belford Roxo, LC do Cantão, há 15 anos no mundo do rap.

Ele destaca o esforço dos músicos da Baixada em trabalhar com música e cultura com a intenção de transmitir uma mensagem que possam abrir os olhos das pessoas para diversas questões sociais.

“Os músicos ainda têm forças pra fazer música, pra fazer cultura. A nossa missão é fazer música. Abranger pessoas, alertar pessoas, abrindo visão, pra ter conteúdo musical através do rap. Essa é a nossa missão”, conclui o rapper, que também faz parte do coletivo Baixada Nunca Se Rende.

Baixada Nunca Se Rende
LC do Cantão é um dos líderes da Roda Cultural de Rap e integrante do coletivo Baixada Nunca Se Rende.

Conheça mais sobre o Baixada Nunca Se Rende em
https://www.facebook.com/bxdnuncaserende/


Canal no Youtube:
https://www.youtube.com/channel/UCu0uyvLayZkEFKG9bDd_OGw

Entre em contato com:
Eddi MC: emicied@gmail.com ou (21) 97473-4974 


Fique por dentro sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), acessando o link https://nacoesunidas.org/pos2015/. 

Baixada Nunca Se Rende
Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) divulgados por meio da música na Baixada Fluminense.