segunda-feira, 27 de abril de 2020

Impacto do novo coronavírus pode encerrar projetos de ONGs



Pesquisa realizada pela Agência do Bem revela que 25% podem fechar e 58% encerrarem projetos e atendimentos no curto prazo.

A Agência do Bem, organização sem fins lucrativos, articuladora da Rede de Organizações do Bem, realizou a pesquisa “Impacto do Coronavírus no Terceiro Setor”, entre os dias 3 e 7 de abril, com 231 diretores de 800 ONGs. O resultado revelou que 67% tiveram queda de arrecadação de suas receitas acima de cinquenta por cento após o início da pandemia, e 83% preveem riscos concretos de fecharem suas portas no curto prazo ou terem de reduzir substancialmente suas atividades caso a situação atual não se reverta rapidamente.

O levantamento identificou, ainda, o impacto imediato na rotina destas organizações. Segundo os respondentes, apenas 1% manteve suas atividades normais após o início da pandemia, enquanto 72% paralisaram completamente. Em relação ao contexto comunitário no qual atuam, 89% observam grave deterioração nas condições de subsistência das famílias atendidas, indicando necessidade de socorro imediato.

“Esse estudo aponta um risco real e afligente. Mais uma vez, são estas redes de solidariedade que estão fazendo a diferença lá na ponta, diminuindo o sofrimento da população durante a pandemia, saciando a fome de milhões de pessoas. Muitas medidas estão sendo estudadas para socorrer empresas e profissionais autônomos, todas muito justas e necessárias. A contradição é que tais benefícios não incluem as ONGs que, além desse papel vital, empregam cerca de 3 milhões de pessoas no país. Isso precisa ser visto”, analisa o fundador da Agência do Bem e responsável pela pesquisa, Alan Maia.

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e as medidas de isolamento provocaram a queda da atividade econômica e impôs riscos concretos à capacidade de gerar renda e de prover subsistência à milhões de famílias do país. Assim, organizações do Terceiro Setor estão articulando ações em redes de solidariedade, arrecadando e distribuindo toneladas de mantimentos e itens de primeira necessidade à população mais vulnerável.

Segundo o Monitor das Doações da Covid-19, mantido pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), cerca de 1 bilhão de reais já foram arrecadados entre empresas e pessoas físicas para combater os impactos da pandemia nas comunidades de baixa renda e para ajudar o sistema de saúde.

De acordo com a Agência do Bem, estes números impressionantes, contudo, escondem um perigo: todo este afluxo de doações tem como destino a população e suas urgentes necessidades, mas como ficarão estas organizações de apoio com a queda de arrecadação que já está sendo sentida pelos seus gestores?

Confira o documento com os detalhes da pesquisa neste link.

A Agência do Bem é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que promove o desenvolvimento humano, visando à cidadania plena de populações de baixa renda, por meio da educação, de forma transparente e sustentável. Desde 2012, é articuladora da Rede de Organizações do Bem, que já congrega mais de 500 entidades sociais, especialmente de base comunitária.

Clique para saber mais sobre a Agência do Bem e a Rede de Organizações do Bem.


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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Fórum Grita Baixada realiza mapeamento de iniciativas comunitárias no combate ao coronavírus



O Fórum Grita Baixada (FGB) está mapeando, desde o dia 3 de abril, iniciativas comunitárias na Baixada Fluminense em apoio a famílias em vulnerabilidade social sob o risco do novo coronavírus (Covid-19). O objetivo do mapeamento é facilitar o acesso rápido e prático a iniciativas na região de apoio e solidariedade a essas famílias que foram impactadas pela atual pandemia.

Além de diminuir a dispersão das informações, a relação dos dados reunidos é um compilado de organizações que estão recebendo doações materiais, financeiras e trabalho voluntário, nesse momento tão grave e que exige de todos cuidado, mas também um olhar para aquelas e aqueles mais desprovidos dos serviços públicos e dos direitos sociais mais básicos.

A lista será atualizada frequentemente à medida que mais informações sejam cadastradas no formulário online que pode ser acessado aqui: Formulário para cadastro de iniciativas ou campanhas .

O preenchimento do formulário servirá para que o Fórum Grita Baixada disponibilize regularmente em seu  site ou Facebook informações de mobilização da sociedade na Baixada Fluminense para apoio a essas medidas de ajuda, solidariedade e enfrentamento ao novo coronavírus. 

O preenchimento do formulário é livre e não se constitui em compromisso do Fórum com qualquer das organizações registradas.

Link para preencher o formulário:

Sobre o Fórum Grita Baixada


O Fórum Grita Baixada é uma coalização de organizações e pessoas da sociedade civil articuladas em prol de iniciativas voltadas aos direitos humanos e a segurança pública, tendo na Baixada Fluminense seu olhar e seu território de ação. Por meio da formação popular, mobilização e articulação de forças e uma estratégica incidência política, contribui para a valorização da vida e a superação das estruturas de produção e reprodução da violência.

Clique para saber mais https://forumgritabaixada.org.br/


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sexta-feira, 20 de março de 2020

Casa Fluminense realiza quinta edição do Curso de Políticas Públicas

Alunos de 12 municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro presentes no primeiro dia de aula do Curso de Políticas Públicas.

“Acho uma ótima oportunidade de desenvolver não só o meu lado jornalista, mas também o meu lado militante e cidadão, que é discutir as questões de políticas públicas voltada mais para a favela.” Com esta fala, o jornalista do Fala Roça e do Favela em Pauta, Michel da Silva, 26 anos, descreve a importância do Curso de Políticas Públicas, organizado pela associação civil sem fins lucrativos Casa Fluminense, que teve início no dia 4 de março, no Centro do Rio, sede da organização.

O jornalista e morador da favela da Rocinha Michel da Silva espera contribuir para a incidência em políticas públicas em seu território.

Michel, morador da Rocinha, formado em jornalismo pela PUC-Rio, é um dos 40 alunos representantes dos 12 municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que está na formação, que é realizada em parceria com o Grupo Casa e integra o curso de extensão do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP/UERJ).

O Curso de Políticas Públicas é uma iniciativa que busca fortalecer capacidades de incidência de grupos, movimentos, coletivos e organizações do terceiro setor para a participação aprofundada na formulação, debate e monitoramento de políticas públicas no Rio de Janeiro em um contexto complexo de fragilidade democrática, violência política institucionalizada, perseguição aos ativistas, desinformação e aprofundamento das desigualdades. O curso tem carga horária de 60 horas distribuídas em três ciclos: Rio em formação, democracia e participação social e políticas setoriais. São 16 encontros e mais cinco atividades extras que acontecem semanalmente às quartas-feiras, das 13h às 17h:30. Em um de seus encontros está prevista a formação Comunicação e Mobilização Social, que será realizada pelas mediadoras Dani Orofino e Luna Costa.

Da esquerda para a direita: o coordenador executivo da Casa Fluminense, Henrique Silveira, a assessora de mobilização Yasmin Monteiro e a coordenadora de produção do curso Karen Kristien.

“É cada dia mais importante que a gente tenha uma cidade pensada a partir da periferia e por atores dos mais diversos, população das periferias, pelos negros, pelas mulheres negras, pela população LGBT. Então, a gente só vai conseguir de fato ter uma construção de uma cidade democrática, a partir do momento que essa cidade for pensada por todo mundo”, explica a assessora de mobilização da Casa Fluminense, Yasmin Monteiro.

“Esperamos encontrar soluções para os desafios que a gente tem. Desafios muito antigos, como saneamento básico, de mobilidade, a partir da participação e da contribuição social. Então, a gente pensa que esse curso é pra isso”, completa.

Yasmin e Karen apresentam os objetivos e a metodologia da quinta edição do curso aos 40 alunos inscritos.

Muitos que engajam na luta pelas políticas públicas acabam confundindo com políticas partidárias e se perdem no direcionamento de suas ações, apesar de existir uma linha tênue entre as duas.

“Quando a gente pensa política partidária, a gente olha a partir das bandeiras. A gente tem uma característica, também, de política governamental que é o personalismo. Então, muitas das vezes as políticas públicas são marcadas por este personalismo. Mas quando a gente tá tratando de políticas públicas, a gente entende que é um direito do cidadão de ter acesso a direitos. Então, a política pública é pensada para que esses sujeitos tenham acesso a esses direitos. Por exemplo, quando a gente fala de moradia, de saneamento, de cultura, de mobilidade urbana, a gente tá pensando em desenhos de políticas que garantem às pessoas terem acesso de se deslocarem, terem uma moradia digna e respeitosa. Então, a ideia é para que além do partido ou do governador, que está ali instalado naquele momento, pelo período de quatro anos, ou do mandato de um senador, que são oito anos, que a política pública se estenda para além desses períodos e consiga se efetivar em diferentes instâncias, espaços sociais, medidas para garantia de direitos”, esclarece a coordenadora de produção do curso da Casa Fluminense, Karen Kristien.

“A política partidária tem intenções que estão alinhadas com ideologias que talvez não sejam públicas. Elas beneficiam somente um grupo social ou um nicho para ocupar, ou para aquele partido que ele é voltado. E aí, quando a gente fala de política pública pensamos em democratização e acesso coletivo, e não só de um público restrito”, completa Karen.

A Casa Fluminense oferece aos participantes do curso publicações produzidas pela própria organização, como os boletins, almanaque e a Agenda Rio 2030, que é o material de referência. Além disso, cada mediador das disciplinas indica um material de leitura prévia, com uma ementa da aula junto a uma bibliografia.

“Acho que essa formação vai ajudar a gente a pensar políticas públicas para os nossos territórios, que possuem muita deficiência nessa área. Nosso papel, enquanto jornalista, é reportar o espaço dessa região e apontar possíveis soluções. E aí, é onde entra políticas públicas, mostrando como é que a gente pode resolver os problemas e apontando os caminhos através de alguma política pública para essa região”, conta Michel sobre a sua expectativa em relação ao curso.

“A ideia é que os participantes tragam um repertório, tragam um saber, porque a gente também está aprendendo com essas vivências, essas mobilizações, que já são feitas por eles em outros espaços, que não são os espaços da Casa. Então, a ideia de rede e de circulação de saber através dos participantes do curso para a gente é uma realidade”, afirma Karen.

Atualmente o curso entrou em recesso devido ao COVID-19, o novo coronavírus, e está seguindo as recomendações do Estado e da Secretaria Municipal de Saúde em evitar reunião de grupos de pessoas em ambientes fechados ou aglomerações na rua, uma vez que o curso também oferece atividades externas.

Leia aqui o comunicado oficial da Casa Fluminense, publicado dia 16 de março.




Clique para saber mais www.casafluminense.org.br


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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Qual é a anatomia de um blog post?


No início deste ano, a Tracto em parceria com o Dino divulgaram o resultado da pesquisa sobre os hábitos de quem redige posts para blogs. O estudo foi realizado no início de janeiro de 2020, tendo como base o ano de 2019, com um total de 778 respondentes, por meio de amostra aleatória não-probabilística representativa dos profissionais de comunicação do Brasil.

As perguntas mais importantes da pesquisa referem-se aos resultados de marketing que os posts em blogs podem gerar. O resultado permite comparar com a mesma pesquisa que foi realizada nos Estados Unidos.

A Tracto é uma empresa especializada em marketing de conteúdo (content marketing), com experiência de quase uma década e reconhecimento internacional. Oferece consultorias e treinamentos nesta área, com foco em formatos de podcasts, webinar e videoaulas.

O Dino é uma plataforma de divulgação de notícias nos mais variados veículos de comunicação. Sua rede de distribuição garante a publicação dos conteúdos enviados por assessorias de imprensa ou diretamente por empresas em centenas de publishers.

Para os profissionais de comunicação do terceiro setor vale conferir esses resultados e usá-los como insights em suas estratégias de comunicação nas organizações que trabalham.

Então, vamos as principais análises desta pesquisa que o Gecom separou.

Acesse o conteúdo completo da pesquisa, clicando neste link https://mailchi.mp/tracto/anatomia-de-um-blog-post-2019

A pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros gastam em média 3h para a produção de um post. Enquanto aqueles que gastam  mais tempo (acima de 6h), acreditam obter mais resultados de marketing (43%).



Em relação ao tamanho dos blog posts, no Brasil, 54% escrevem entre 500 a 1000 palavras. Aqueles que escrevem de 1000 a 1500 (16%, no Brasil e 27%, nos Estados Unidos) e de 1500 a 2000 palavras (7%, no Brasil e 17%, nos Estados Unidos), acreditam obter resultados de marketing, 23% e 24%, respectivamente.



A pesquisa apresenta que o processo de edição dos blog posts, de 2018 para 2019, o percentual daqueles que editam o próprio post caiu de 72% para 64%. Aqueles que envolvem alguém para revisar, formal ou informalmente, cresceram 8%. Consequentemente, este grupo (61%), acreditam obter ótimos resultados de marketing contra aqueles que editam o próprio post (15%).




Segundo a pesquisa, a frequência de publicações dos blog posts é de 31% para aqueles que escrevem semanalmente e representam 10% daqueles que acreditam obter ótimos resultados de marketing. Uma porcentagem menor, aqueles que escrevem mais de uma vez por dia (7%) e aqueles que escrevem diariamente (13%), acreditam ter mais resultados de marketing (32%, para os dois grupos). O público que escreve mensalmente (9%) diz obter ótimos resultados de marketing (6%).




No entanto, esta frequência pode estar correlacionada às estratégias de marketing de cada grupo e o tipo de empresa, organização ou blogueiro.

Ainda de acordo com a pesquisa, no Brasil, 68% fazem acompanhamento do Analytics contra 32% daqueles que nunca ou raramente fazem ou que não têm acesso à mesma ferramenta. Assim, os que fazem esse tipo de acompanhamento, acreditam que obtêm melhores resultados de marketing (66%).




Em relação aos formatos de conteúdo publicados nos últimos 12 meses, a pesquisa mostra que no Brasil, as preferências são por notícias (64%), post do tipo “como fazer alguma coisa” (57%) e artigo de opinião (53%).



A pesquisa mostra que, no Brasil, os elementos que normalmente os posts contêm são imagens (90%), aspas/citações de pessoas ou autores em destaque (60%) e lista de itens (49%), como os mais usados por aqueles que escrevem blog posts.



No item, promoção de conteúdo do blog, pouca coisa mudou em relação aos que fazem uso de diversas redes sociais (organicamente) ou de SEO (ranqueamento em motores de busca, como o Google), em que a variação, entre 2018 e 2019, foi de 87% para 88%, no primeiro caso e de 52% para 53%, no segundo.



Vale observar, também, que houve um crescimento relevante de 15% no uso de e-mail marketing ou newsletter por e-mail e um crescimento de 2% em serviços pagos. O primeiro caso revela que aqueles que escrevem blog posts estão cada vez mais revendo e retornando a esse tipo de estratégia, que no passado se dava grande importância a criação de uma base de e-mail, ou mala direta. O segundo caso pode-se atribuir a dois fatores: aos novos entrantes no mercado, que acreditam somente em anúncios pagos para dar a visibilidade desejada e aqueles que entenderam a importância deste alinhamento com outros meios de promoção de conteúdo como forma de alcançar os resultados pretendidos.

Em relação a queda do marketing de influência, de 10% para 5%, pode-se considerar o boom inicial contra os que desconhecem ou não sabem como investir neste tipo de estratégia. Ainda é um caso relativamente novo e que precisa ser melhor estudado e trabalhado para a promoção de conteúdo ou marketing de negócios.

De acordo com a pesquisa, gerar tráfego e atrair visitantes (70%) e criar conteúdo com qualidade e regularidade (47%) continuam sendo os grandes desafios de quem produz conteúdo para blog.



Sobre o impacto do blog nos resultados de marketing, apenas 17% acreditam que ele gera fortes resultados, enquanto 42% observam que gera somente alguns resultados.



Neste estudo, podemos avaliar que dependendo da finalidade de seu blog e o conteúdo por ele produzido, é possível obter resultados e impactos fortes em seus objetivos e propósitos, visto que boa parte do conteúdo que interessa tem sido notícias e “como fazer alguma coisa”, conforme os dados aqui apresentados.


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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Organizar e informar por uma melhor qualidade de vida

Equipe da Abrapac, da esquerda para a direita: Solange Oliveira, Leda Mazzoni e Rafaela Rocha.

A Associação Brasileira de Apoio aos Pacientes de Câncer (Abrapac) tem uma média de atendimento de cinco a oito pacientes, de segunda-feira a quinta-feira, das 9h às 15h. Por mês, há uma média de cem a 200 doações de próteses de mama e já realizaram mais de 4.000 atendimentos em 20 anos de existência.

Esses números representam todo o cuidado que a Abrapac faz para se manter organizada, ter uma dimensão de seu trabalho e oferecer um serviço de qualidade. A associação, que está localizada no Engenho de Dentro, não possui patrocinadores e se mantém com a ajuda de voluntários e pequenos apoiadores, que se identificam com a causa: contribuir para uma melhor qualidade de vida do paciente de câncer.


Solange com uma das próteses de mama.

A diretora voluntária de divulgação da Abrapac, Solange Oliveira, conta que “99% dos pacientes que chegam aqui são do Sistema Único de Saúde (SUS). Eles são encaminhados de todos os hospitais que fazem  tratamento de câncer do Estado do Rio”.

O cuidado da associação não se restringe somente aos números. A atenção no cadastro dos pacientes, também, é fundamental. “A gente tem uma ficha de cadastro dos pacientes que diz quando ele começou sua quimioterapia, radioterapia, acesso ao tratamento. Porque isso tudo é importante para o cadastro da Abrapac”, explica Solange.


Controle de doação de perucas e próteses feito pela associação.

Mesmo sem uma infraestrutura informatizada, os dados dos pacientes estão sempre atualizados para devidas consultas. Informações mais genéricas, como a frequência de atendimentos ou quais as razões em que as pessoas procuram a associação (que variam em conversar sobre a doença, falar da família ou de si mesma, além da busca por uma prótese), são alguns motivos que universitários, hospitais e imprensa buscam como fonte de pesquisa.

As dificuldades em captar recursos que possam manter seus trabalhos (recursos para contratar pessoal e manutenção da sede), impossibilita a Abrapac de fazer investimentos em tecnologia online para que informações assim se tornem mais práticas de serem acessadas.  Mesmo assim, todo o trabalho se mantém com credibilidade, realizado com transparência nas informações e de amor à causa.


Ficha dos pacientes são devidamente cadastradas e organizadas em pastas.

“Em 2020, pretendemos melhorar a qualidade de vida dos nossos pacientes, ampliando nossos projetos por meio de rodas de conversa e palestras sobre diversos assuntos. E, como nossa maior parte de pacientes é mulher, ela deve se empoderar, estar atualizada sobre seus direitos relacionados a assuntos diversos de doença, de família, de trabalho”, conclui Solange.

Para saber mais sobre a Abrapac, acesse os links abaixo.




Instagram: @abrapac.apoioaospacientes


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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Jovens do Projeto Unicirco realizam Mostra de Resultados 2019

Luiz Frota, coordenador de Planejamento do Instituto Unicirco Marcos Frota.

Proporcionar aos jovens em situação de risco social a descoberta e o desenvolvimento de suas habilidades, transmitindo valores como, respeito, disciplina, companheirismo e solidariedade, além de inseri-los no mercado de trabalho por meio de atividades circenses. Estes são alguns dos objetivos do Instituto Unicirco Marcos Frota e que foi apresentado no dia 14/12, durante a Mostra de Resultados Núcleos Pedagógicos 2019, no Parque Quinta da Boa Vista, sob a lona da Unicirco, em um formato de pocket show (apresentações de curta duração).

“Hoje, aconteceu o encerramento de um trabalho de dois anos, onde alunos puderam vir pra cá com seus familiares para se apresentarem num picadeiro de circo profissional e internacional. Um momento top onde cada um pode exercitar o seu protagonismo, mostrar o que aprendeu e colaborar individualmente, em um espetáculo maravilhoso, com duas horas e meia de duração com a participação de 600 alunos, com figurino, trilha sonora, envolvimento de toda a comunidade, dos professores”, conta o coordenador de Planejamento do Unicirco, Luiz Frota.


O Projeto Unicirco Arte Educação e Comunidade IV atende, atualmente, as comunidades Campos Elíseos e Jardim Balneário Ana Clara, em Duque de Caxias, Santa Cruz, na Comunidade do Aço e Quinta da Boa Vista, onde fica a sede.

Durante as oficinas circenses, os alunos são envolvidos em um processo de pesquisa e concepção de espetáculos, entendendo estas atividades como instrumentos de promoção humana, principalmente entre crianças e jovens em situação de risco social.



“É um evento de alta adrenalina. Muito emocionante pra gente do Instituto Unicirco, mas também para cada um dos alunos de todas as idades. Realmente, é uma alegria muito grande. A gente trabalha para que esse projeto se mantenha ao longo do tempo e que promova a inclusão social através da valorização da educação”, conta Luiz, bastante emocionado após o espetáculo.

“A expectativa para 2020 e 2021 é de aprofundar o trabalho. A gente tem muito a caminhar. E o grande desafio é continuar trabalhando com qualidade e aos poucos continuar proporcionando oportunidade de trabalho aos jovens. Isso a gente já faz há alguns anos, então, ao longo do tempo, talvez uns 30 ou 40 jovens já estão no mercado de trabalho, tanto no Brasil quanto fora do país”, encerra Luiz, confiante nos próximos resultados para um novo ano.



Sobre o Instituto Unicirco Marcos Frota

O Instituto é um sistema aberto de educação que tem como eixo a milenar arte circense. Foi concebido como centro de excelência para o desenvolvimento técnico e artístico das atividades circenses, com a preocupação paralela de oferecer novas oportunidades de aprendizado e experiências alternativas, em sintonia com as necessidades da educação popular. Desenvolve programas e ações artísticas, culturais, sociais e pedagógicas na área de circo, compreendendo a capacitação, a produção e pesquisa, com ramificações nas demais artes cênicas e áreas afins, promovendo ainda a inclusão social de jovens e adolescentes em situação de risco, realizando em parceria com o poder público eventos gratuitos para grande público, pelos direitos humanos e afirmação das pessoas com deficiência.


Assita alguns vídeos abaixo.






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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Coordenador executivo da Casa Fluminense comenta exclusão de representantes da sociedade civil do Conselho Consultivo

Henrique Silveira, coordenador executivo da Casa Fluminense. Crédito: Arquivo pessoal
Durante a segunda reunião do Conselho Deliberativo da Câmara Metropolitana, realizada no dia 19 de setembro, o governador Wilson Witzel excluiu os representantes da sociedade civil do Conselho, indicados na primeira Conferência Metropolitana, realizada em Niterói, em 2018.

Um espaço que deveria ser de diálogo e construção coletiva entre a sociedade civil e o Governo do Estado para a governança metropolitana foi enfraquecido com esta decisão, desconsiderando todos os esforços feitos para a elaboração do Plano Metropolitano e da aprovação da Lei Complementar para tornar a gestão uma política de Estado.

O coordenador executivo da Casa Fluminense e que fora eleito como presidente do Conselho Consultivo, Henrique Silveira, explica o impacto que essa exclusão pode representar para a sociedade civil e, também, o que as organizações não governamentais pretendem fazer diante deste acontecimento.

“A exclusão dos representantes deslegitima ou desconstrói todo o processo de participação social, que foi feito previamente em torno da construção do Plano Metropolitano do Rio de Janeiro. O afastamento desses representantes do Conselho acaba significando uma desconstrução e uma deslegitimação do processo de participação social que foi feito pela Câmara Metropolitana para que fosse construído o Plano Metropolitano. Então você deslegitima esse processo. Então, a Câmara está iniciando o seu processo de instalação com uma grave ação de deslegitimidade e, ao mesmo tempo, criando um ponto de tensão e de conflito que pode a vir ser questionado e que não deveria tá sendo objeto de discussão nesse momento de instalação do espaço”, explica.

“O que a Casa Fluminense e as outras organizações têm buscado fazer é denunciar isso e tornar público com ajuda das mídias diversas e, também, em contato com a Assembleia Legislativa pra que ela possa fazer uma representação ao Governo para a gente tentar reverter essa decisão do governador”, completa Henrique.


Confira a matéria publicada na Casa Fluminense e a cronologia de todo este acontecimento, acessando o link https://casafluminense.org.br/governador-exclui-representantes-da-sociedade-civil-do-conselho-consultivo-da-camara-metropolitana/

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