terça-feira, 20 de outubro de 2020

8 passos para elaborar o Plano de Comunicação da sua ONG


Imagem de mohamed Hassan por Pixabay
 

A ausência de um planejamento dá a sensação de que um trabalho não faz sentido, que não leva a lugar nenhum e nunca acaba. Quando se trabalha com ações de comunicação, sem esse planejamento, o trabalho ganha uma aparência supérflua e irrelevante.

O que falta em muitas ONGs são os planos de ações de comunicação que possam orientar as atividades, ações e campanhas que contribuam para alcançar os objetivos macros que essas organizações almejam.

Hoje, a comunicação adota um status estratégico em qualquer ambiente, seja ele empresarial, em organizações da sociedade civil ou em movimentos comunitários. Ela deve atuar como facilitadora, consultora e educadora, para conduzir um bom diálogo internamente, promovendo uma organização orientada para a estratégia.

Para que a comunicação não caia no descrédito de sua relevância e que demonstre resultados, é preciso que se crie e execute os planos de ação. Trabalhar sem um plano é comparável a um aventureiro que sai pelo mundo guiado pela emoção sem saber o que pretende conseguir.

Então, aqui vão algumas dicas de como construir o seu plano de ação de comunicação de forma simplificada e que vai facilitar todo seu trabalho em uma ONG na hora do planejamento.

Lembre-se que este é um processo de aprendizagem contínua. Um exercício diário devido às particularidades que o universo da comunicação tem por ser dinâmica e em constante mudança.

1- Qual é a mensagem? Informe o que é preciso comunicar.

Exemplo: Informar à comunidade que a ONG vai distribuir kits de higiene e limpeza.

2- Quem é o público? Diga para quem será destinada a mensagem. 

Exemplo: Famílias de extrema necessidade do entorno da ONG.

3- Por que realizar a ação? Justifique a necessidade desse público em receber essa mensagem.

Exemplo: Para conscientizar a comunidade sobre os hábitos de higiene e limpeza como forma de prevenção ao risco de contágio como impacto negativo na região.

4- Qual canal de comunicação será usado? Defina os meios de comunicação que serão usados para o público receber essa mensagem.

Exemplo: Cartazes, site, blog e mídias sociais.

5- Quando será realizada a ação? Estabeleça um prazo, um período, em que a ação será realizada, com data de início e fim.

Exemplo: Será realizada durante três meses, após a aprovação do Plano. (Previsão: 01/04 a 31/07).

6- Como será executada a ação? Descreva como a ação será feita para a transmissão da mensagem, por meio dos canais de comunicação definidos para alcançar o público escolhido.

Exemplo: Afixação de cartazes na ONG, distribuição de panfletos explicativos junto aos kits, entrevistas com especialistas sanitários no site e no blog a cada 15 dias, mensagens em grupos de WhatsApp da ONG e postagens diárias nas mídias sociais da organização.

7- Quanto custa a ação? Calcule o investimento necessário para executar a ação. 

Exemplo: O valor estimado para a ação é de R$ 3.000,00 (este é um valor fictício, somente a título de explicação).

8- Como será feita a avaliação? Diga os meios que serão utilizados para avaliar a ação.

Exemplo: A avaliação será feita por meio de um único relatório final com fotos, depoimentos das famílias (por meio de telefone ou mensagens no WhatsApp)  e comentários nas publicações em site, blog e mídias sociais.

É preciso que haja cultura ou uma mudança de comportamento em algumas ONGs e um ambiente propício para que o trabalho planejado de comunicação realmente tenha resultados. Pois, como dito anteriormente, o profissional de comunicação é estratégico por sua capacidade de construir sinergias, criar e manter relacionamentos com os públicos de interesse, além de fortalecer a imagem e reputação de uma ONG.

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domingo, 20 de setembro de 2020

Jornal virtual da favela completa 6 anos




Banner digital comemorativo pelos 6 anos do PPG Informativo

Um jornal comunitário de prestígio informa, mobiliza e estabelece uma verdadeira conexão entre a comunidade, incentivando debates sobre os problemas sociais para que as pessoas busquem soluções para essas causas. Em seus 6 anos de existência, o PPG Informativo, o jornal virtual dos morros Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, vem cumprindo com esse papel ao pé da letra.

“Este ano estamos completando 6 anos de trabalho. A importância deste momento se dá justamente pela conexão entre o jornal e quem faz ele acontecer: os moradores. No último dia 15 de setembro, fizemos uma live, respondendo algumas questões, como quem faz parte da nossa equipe uma mulher preta lésbica, liderando um veículo de comunicação, desafios e conquistas. Foi a forma que a gente teve para comemorar esse aniversário da forma que a gente sempre trabalhou, virtualmente”, conta a idealizadora e fundadora do jornal Ana Muza, que morou no território por 27 anos e atuou como repórter no projeto da TV Globo de jornalismo, Parceiro RJ.

“Ser um jornal on-line desde o seu início trouxe para gente o que muitos estão fazendo ou tentando agora, estabilidade na rede social. Dentro da comunidade, somos referência de jornalismo. E isso é o que torna o jornal forte e sobrevivente”, destaca ao falar sobre a importância deste meio de comunicação comunitário.

Atualmente, Ana Muza, jornalista, social media e empreendedora, conta com a colaboração das voluntárias Larissa Montez (diretora comercial) e Thamila Magno (designer).


Larissa e Ana Muza

De acordo com a jornalista empreendedora, neste período de pandemia o número de seguidores triplicou mais do que em outros momentos. “Creio que a visibilidade da comunicação comunitária dentro do Pavão Pavãozinho e Cantagalo tomou essa proporção devido ao isolamento mesmo, onde moradores, estando em casa, precisavam estar por dentro com uma maior frequência do que estava acontecendo fora de suas casas”, avalia Ana. 

Ela ressalta, ainda, que “nossas notícias também garantiam que esses moradores ficassem por dentro não só dos acontecimentos do morro, mas do cenário atual do mundo”, reforçando o papel social do PPG Informativo.

No entanto, mesmo com esse aumento de seguidores, por ser uma mídia comunitária que sobrevive de publicidade, o histórico de anunciantes diminuiu consideravelmente. “Essa foi a mudança mais drástica que passamos. Somente agora que estão retornando”, conta Ana.


Informativo de credibilidade nos morros Pavão-Pavãozinho e Cantagalo

“Importante dizer, também, que mesmo nosso catálogo de anunciantes terem caído, participamos de frentes de doações de cestas básicas e criamos a nossa própria campanha que é a arrecadação de absorventes para as mulheres chefes de família que perderam seus empregos. Obviamente que no boom da doença (embora tenhamos a certeza que ela não acabou), a gente chegou a ajudar cerca de mil mulheres ou até mais devido em uma casa ter no mínimo duas mulheres na fase adulta. Agora, nossa campanha está literalmente parada e muitas pessoas entram em contato querendo saber sobre cesta básica, cesta de higiene, absorvente e fraldas. Que era tudo que a gente conseguia doar por semana para cem famílias”, descreve Ana, quando perguntada sobre a importância do PPG Informativo no atendimento às comunidades que fossem além da informação.

Como novidade para estes 6 anos, o PPG Informativo trás este ano um filtro no Instagram, onde qualquer pessoa pode salvar em sua câmera o efeito e ajudar na visibilidade da página.

Conheça mais nos links abaixo e apoie esta iniciativa de comunicação empreendedora.

https://www.facebook.com/PPGINFO/

https://www.instagram.com/ppginformativo/?hl=pt

https://twitter.com/informativo_ppg

https://www.youtube.com/channel/UCapQQYzTiH7MU8UlmZfyK4Q

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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Um olhar estratégico para a gestão da Comunicação


Reprodução internet

A análise do ambiente externo e interno, o mapeamento do público, a elaboração de projeto, implementação de ações, a mensuração e a avaliação dos resultados são alguns dos requisitos contidos em uma gestão estratégica.

Um Planejamento Estratégico em Comunicação possibilita que uma ONG desenvolva suas atividades e ações de maneira organizada e focada nos objetivos com a finalidade de alcançar o seu maior propósito.

É importante programar as atividades e avaliar rotineiramente se os objetivos estão sendo alcançados. A avaliação deve ser feita em todas as etapas e não somente ao final, para que haja tempo de consertar os desvios de rota do planejamento.

Erros comuns nas ONGs acontecem quanto às divisões dos prazos no planejamento (curto, médio e longo) e quando acontecem equívocos nas avaliações. Ao invés de avaliar uma ação pontual, muitas organizações atribuem erroneamente o resultado como se fosse o impacto final, seja ele negativo ou positivo.

Portanto, é preciso, no momento em que se elaboram as ações de comunicação, que todo o processo possa convergir para um propósito maior da ONG. Isto possibilita encadear diferentes públicos em diferentes ações de forma sistematizada e com seus devidos monitoramentos. Assim, será possível testar diferentes estratégias e experimentar novos aprendizados dentro de um foco estabelecido, com possibilidades de ajustes enquanto o objetivo final não for alcançado. É importante evitar que as ações de comunicação atuem de forma isolada sem ter conexão com a finalidade do planejamento.

Assim, estabeleça o caminho que se quer seguir, conheça bem a ONG, identificando suas fragilidades e seus pontos fortes, divulgue a razão de ser dela, seus valores, seu propósito e a causa em que atua, analise e defina o público que se quer conversar, traçando os objetivos de cada ação para estabelecer um relacionamento com eles, escolha as ferramentas e defina prazos para cumprir as ações dentro de um plano detalhado, crie um cronograma e avalie os resultados das ações.

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segunda-feira, 20 de julho de 2020

A comunicação da imagem das ONGs em tempos de crise


Reprodução/Internet

Cuidar da imagem de uma ONG é uma tarefa difícil e exige muitos cuidados. Um mau exemplo pode causar resultados indesejáveis em uma organização.

Em um período de crise, então, esse cuidado deve ser redobrado. Como preservar sua imagem e atravessar a crise? Qual seria o papel da comunicação neste momento?

Antes, vamos observar os pontos abaixo que Elisa Miranda Prado, em seu livro “Imagem e reputação na Era da Transparência”, nos traz:

• há pânico, o que leva à tomada de decisões inadequadas;

• há emoção e raiva pela injustiça da crise;

• não se escuta o aconselhamento de consultores internos e externos;

• não se reconhece a seriedade da situação e não se tomam as providências necessárias antes que seja tarde;

• subestima-se a capacidade da mídia de criar versões para os fatos e sua capacidade de convencer a opinião pública;

• não se reconhece a percepção do público-alvo;

• tem-se excessiva preocupação com aspectos legais, que muitas vezes aconselham a omitir-se ou comunicar sem transparência;

• tem-se receio de que a crise revele erros de funcionários e da gestão;

• não se tomam as decisões adequadas nas primeiras horas.

Talvez, nem tudo possa estar acontecendo na ONG em que algum comunicador esteja atuando neste momento. Mesmo assim, é preciso identificar e reconhecer as dores de sua organização e buscar soluções criativas para resolver essas necessidades. Conheça o cenário, reconheça os fatos e depois defina os objetivos de seu plano sempre em grupo.

Atualize seu plano de comunicação: ações, cronograma, orçamento e monitoramento. Não tem? Faça um agora. Aproveite o momento para criar um, sem pânico.

Tenha tranquilidade e equilíbrio e ouça sua equipe e especialistas. Não se deixe levar pelas pressões da situação. Estabeleça comunicados claros, imediatos e atue com transparência.

Credibilidade, reputação e bons antecedentes se constroem ao longo do tempo por meio de um árduo trabalho. Em uma crise, perde-se dinheiro, mas não pode perder a reputação de uma ONG.

Aprenda com erros e acertos de outras organizações, estude casos de imagem e reputação e compreenda os riscos que a ONG possui ou que esteja enfrentando.

A mensagem da sua ONG precisa estar alinhada com o que ela faz e o que está fazendo dentro do atual contexto (discurso e prática devem caminhar de mãos dadas).

A equipe que confia na estratégia, ainda mais em tempos de crise, demonstra uma dedicação e resultados incríveis perante o seu público.

Tenha perseverança e confie!

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sábado, 20 de junho de 2020

A comunicação estratégica das ONGs no cenário atual


Há pouco mais de três meses, ONGs e movimentos sociais de base comunitária tiveram que reinventar sua forma de comunicar. Alguns faziam suas ações presencialmente com seu público e uso recorrente de materiais impressos como os melhores meios de comunicação e, em alguns casos, os únicos.

Atualmente, muitas já conseguiram ir além não se limitando com um perfil no Facebook ou Instagram e criaram blogs e sites (gratuitos ou em parceria). Houve organizações que “lembraram” que tinham outros perfis e reativaram essas contas, dizendo o que estão fazendo ou pedindo ajuda para continuarem funcionando. Lembre-se que o atendimento ao público com as atividades presenciais foram suspensas ou diminuídas, mas os serviços administrativos continuam, sejam eles em casa ou na própria ONG. Então, as contas estão aí para serem pagas.

As mídias sociais têm sido um meio estratégico para essas organizações continuarem resistindo com as atividades que puderam adaptar para o meio digital ou para a criação de novas atividades nesse meio. Outras, em sua maioria, têm feito uso dessas mídias para comunicarem, também, ações emergenciais de socorro em suas comunidades.

Porém, isto alcança um público que está conectado ao mundo digital e sabemos que as ONGs, majoritariamente, atendem a maioria que está excluída deste universo. Portanto, as ferramentas tradicionais também foram “redescobertas” e estão sendo bastante utilizadas, como o uso de rádios comunitárias, bicicletas e carros de som, faixas em pontos estratégicos e folhetos entregues juntos às doações que são realizadas.

A melhor estratégia de comunicação é aquela que dialoga com seu público. O que funciona em uma ONG pode não funcionar em outra e isto inclui o formato. Às vezes, pode-se pensar que produzindo vídeo com alguém falando formalmente ou com várias edições, filtros e efeitos só pra dizer que “está profissional”, nem sempre funciona. É perfeitamente aceitável uma produção que fale uma linguagem informal (sem uso de imagens vulgar ou apelativas e palavras chulas) e sem excesso de embelezamento estético desde que consiga causar algum efeito positivo neste público. O profissionalismo está no entender e no justificar desta escolha, assim como observar e mostrar os resultados.

Este é o momento de aproveitar as boas práticas de comunicação já existentes (nas mídias sociais ou não) e de ser criativo. Seja empático, mostre afinidade e se identifique com e para seu público.

A sustentabilidade de uma ação de comunicação está relacionada com a lenta mudança de visão do público e da organização com uma causa. A mensagem não pode ser cansativa.

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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Associação disponibiliza infográfico de comunicação para OSC


O Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife) disponibiliza os infográficos produzidos no “Seminário Internacional Sustenta OSC”, elaborados durante as oficinas de coprodução nos temas: Comunicação por uma sociedade livre, Panorama e agenda da produção de conhecimento sobre o terceiro setor e Incidência política para fortalecimento da sociedade civil. O evento, realizado nos dias 30 e 31 de outubro do ano passado, em São Paulo, discutiu os desafios que são colocados para as Organizações da Sociedade Civil (OSC) na comunicação com a sociedade e com o poder público, o aprimoramento colaborativo do mapeamento das pesquisas sobre OSC, Investimento Social Privado (ISP) e filantropia no Brasil, a importância de utilizar dados e conhecimento sobre o terceiro setor, propostas e estratégias de incidência que fortaleçam a sociedade civil e o aprimoramento do ambiente de atuação das organizações.


Entender os campos de atuação da comunicação, a importância da pesquisa e produção de conhecimentos, além de compreender o contexto de incidência política para fortalecimento do campo das organizações da sociedade civil são eixos fundamentais para um melhor entendimento dos desafios e estratégias no ambiente do Terceiro Setor.



Assim, o Grupo de Estudos de Comunicação para o Terceiro Setor (Gecom), traz abaixo os links para acesso aos infográficos produzidos pela área de Comunicação do Gife, o Grupo de Conhecimento sobre Investimento Social e o Advocacy do Gife. Todo o material faz parte do projeto Sustentabilidade Econômica das Organizações da Sociedade Civil, do Gife. O Gecom divulga e valoriza os trabalhos de pesquisadores e profissionais no campo da Comunicação para o Terceiro Setor, porque acredita na construção coletiva de conhecimento.





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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Impacto do novo coronavírus pode encerrar projetos de ONGs



Pesquisa realizada pela Agência do Bem revela que 25% podem fechar e 58% encerrarem projetos e atendimentos no curto prazo.

A Agência do Bem, organização sem fins lucrativos, articuladora da Rede de Organizações do Bem, realizou a pesquisa “Impacto do Coronavírus no Terceiro Setor”, entre os dias 3 e 7 de abril, com 231 diretores de 800 ONGs. O resultado revelou que 67% tiveram queda de arrecadação de suas receitas acima de cinquenta por cento após o início da pandemia, e 83% preveem riscos concretos de fecharem suas portas no curto prazo ou terem de reduzir substancialmente suas atividades caso a situação atual não se reverta rapidamente.

O levantamento identificou, ainda, o impacto imediato na rotina destas organizações. Segundo os respondentes, apenas 1% manteve suas atividades normais após o início da pandemia, enquanto 72% paralisaram completamente. Em relação ao contexto comunitário no qual atuam, 89% observam grave deterioração nas condições de subsistência das famílias atendidas, indicando necessidade de socorro imediato.

“Esse estudo aponta um risco real e afligente. Mais uma vez, são estas redes de solidariedade que estão fazendo a diferença lá na ponta, diminuindo o sofrimento da população durante a pandemia, saciando a fome de milhões de pessoas. Muitas medidas estão sendo estudadas para socorrer empresas e profissionais autônomos, todas muito justas e necessárias. A contradição é que tais benefícios não incluem as ONGs que, além desse papel vital, empregam cerca de 3 milhões de pessoas no país. Isso precisa ser visto”, analisa o fundador da Agência do Bem e responsável pela pesquisa, Alan Maia.

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e as medidas de isolamento provocaram a queda da atividade econômica e impôs riscos concretos à capacidade de gerar renda e de prover subsistência à milhões de famílias do país. Assim, organizações do Terceiro Setor estão articulando ações em redes de solidariedade, arrecadando e distribuindo toneladas de mantimentos e itens de primeira necessidade à população mais vulnerável.

Segundo o Monitor das Doações da Covid-19, mantido pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), cerca de 1 bilhão de reais já foram arrecadados entre empresas e pessoas físicas para combater os impactos da pandemia nas comunidades de baixa renda e para ajudar o sistema de saúde.

De acordo com a Agência do Bem, estes números impressionantes, contudo, escondem um perigo: todo este afluxo de doações tem como destino a população e suas urgentes necessidades, mas como ficarão estas organizações de apoio com a queda de arrecadação que já está sendo sentida pelos seus gestores?

Confira o documento com os detalhes da pesquisa neste link.

A Agência do Bem é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que promove o desenvolvimento humano, visando à cidadania plena de populações de baixa renda, por meio da educação, de forma transparente e sustentável. Desde 2012, é articuladora da Rede de Organizações do Bem, que já congrega mais de 500 entidades sociais, especialmente de base comunitária.

Clique para saber mais sobre a Agência do Bem e a Rede de Organizações do Bem.


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