quinta-feira, 23 de junho de 2022

Dia das Boas Ações: Atados volta a realizar grande evento mundial de voluntariado presencialmente



Divulgação / Crédito: Isabela Leal

O Dia das Boas Ações 2022 (DBA), organizado pela ONG Atados, no dia 29 de maio, no Parque Garota de Ipanema, marcou o reencontro presencial das ONGs e voluntários, após dois anos em que todos só se viam no ambiente online. Devido à pandemia, as duas edições anteriores foram realizadas em um formato diferente com ações que envolviam o combate à fome e atividades que mantivessem às ONGs e os coletivos conectados e engajados em sua luta social, criando a Semana Social, incentivando o voluntariado a distância, e o Criadores de Atos.

Na sétima edição do Dia das Boas Ações, ocorrida no Rio de Janeiro e São Paulo, 80 projetos socioambientais estiveram presentes para dar visibilidade aos seus trabalhos e causas defendidas, revitalizando suas energias e atraindo mais voluntários ou como diz o slogan da organização, "juntando gente boa".

O Gecom registrou os principais relatos dessas iniciativas que ocuparam o espaço Feira de Projetos Sociais sobre como foi estar de volta ao DBA ou qual foi a sensação de participar pela primeira vez do evento mundial do voluntariado.

Créditos das fotos: Isabela Leal @bela_leal





































































Sobre o Dia das Boas Ações

O Dia das Boas Ações - originalmente chamado de Good Deeds Day - é um movimento mundial de voluntariado que convoca cada pessoa a participar da transformação da sociedade. O objetivo é despertar e mobilizar pessoas para causas sociais, divulgar formas de se engajar e participar ativamente da sociedade, e divulgar os trabalhos sérios realizados pelas organizações da sociedade civil.
O Dia das Boas Ações foi criado em 2007 pela empresária e filantropa, Shari Arison, e lançado e organizado pela ONG Ruach Tova, uma parte da The Ted Arison Family Foundation, o braço filantrópico do Grupo Arison.
Desde o seu lançamento, esta tradição anual do bem cresceu de 7.000 participantes em 2007, em Israel, para quase 1 milhão em 2015. Ao se tornar global em 2011 com 10 cidades internacionais, incluindo muitas nos EUA, o Dia das Boas Ações começou a unir pessoas em todo o mundo. Em 2012, alcançou a Europa e junto com a MTV Global realizaram uma campanha de seis semanas em suas plataformas online e televisivas, expondo a mensagem a 24 milhões de pessoas ao redor do mundo.
Em 2019, o Dia das Boas Ações mobilizou 3.900.000 participantes de 108 países, que participaram de 20.000 projetos, com um total de 7,8 milhões de horas de serviço.
No Brasil, o evento é organizado pela ONG Atados desde 2016, incentivando a atuação civil e a profissionalização do terceiro setor.

Confira aqui as edições anteriores 2019, 2018, 2017 e 2016.

Sobre o Atados

O Atados é uma ONG que tem o objetivo de mobilizar pessoas e gerar transformações positivas na sociedade, através das seguintes frentes: plataforma digital gratuita de voluntariado, projetos empresariais, projetos sociais autorais e fortalecimento de rede no Terceiro Setor, promovendo encontros, capacitações, projetos e geração de conteúdo. Possui mais de 3.500 ONGs e coletivos cadastrados. Junto a empresas, desenvolve projetos de impacto social, voluntariado, consultoria e mapeamento.



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sexta-feira, 27 de maio de 2022

Um novo cenário da Comunicação para o Terceiro Setor

Banco de imagem/Gecom

A pandemia trouxe muitas mudanças para as organizações do Terceiro Setor, exigindo que elas se adaptassem a um novo cenário mundial. Algumas tiveram que mudar temporariamente seu foco de atendimento para uma assistência emergencial, como distribuição de cestas básicas e kits de higiene. Fecharam, momentaneamente, suas portas para atender de forma online ou parcialmente seu público. Pequenas iniciativas surgiram e "novas" ferramentas de comunicação foram incorporadas em seus processos.

A área de Comunicação ficou mais evidente e aquela organização que esteve bem preparada (com uma equipe ou um profissional neste campo) e que soube fazer bom uso das ferramentas conseguiu sobreviver a essa turbulência, no que se refere quando a pandemia esteve no seu auge.

Em 2019, a ONG Nossa Causa divulgou uma pesquisa sobre o cenário da Comunicação no Terceiro Setor, onde 85% das OSCs afirmaram ter alguém responsável pela comunicação e marketing. Em 50% das OSCs a área de comunicação era composta por somente uma pessoa. 15% não tinham um responsável e outros 15% com uma equipe de voluntários.

Nessa mesma pesquisa, as organizações pretendiam investir em comunicação e marketing para o Terceiro Setor da seguinte forma:

  • 14% rede sociais
  • 7% foco nas estratégias digitais
  • 4,5% produção de conteúdo de qualidade
  • 3,9% produção audiovisual
  • 3% profissionalização

Com esses dados e o consequente impacto que a pandemia trouxe para essas organizações, é possível reafirmar que uma comunicação estruturada e o investimento que se faz nela são requisitos fundamentais em qualquer ambiente (de crise ou não).

A Comunicação sempre foi educação, interação, participação e diálogo. Trocas de aprendizados e compartilhamentos de saberes. Mas foi neste momento em que se exigiu um exercício maior para que a prática da escuta ativa se tornasse realidade em muitas ONGs.

A busca por soluções comuns e formas de se conectar com seu público exigiram criatividade e resiliência para quem estava à frente da Comunicação, sem deixar se levar pela vaidade, egocentrismo e individualismo.

Com a flexibilização das medidas de prevenção do coronavírus e a realidade das novas tecnologias (em especial as mudanças nas mídias sociais e plataformas de captação de recursos), a Comunicação de hoje se encontra no desafio de promover a sustentabilidade financeira, a valorização dos recursos humanos, o reposicionamento da imagem, a sensibilização da sociedade para a causa defendida e medidas de prevenção de crises emergenciais.

Em janeiro deste ano, o site Porto Social destacou a importância de se manter atualizado por meio de cursos que são oferecidos para o Terceiro Setor.

Fato é que a formação para o mercado de trabalho no terceiro setor é uma tendência cada vez mais forte, afinal a relevância das OSCs e demais iniciativas de impacto são cada vez mais claros, especialmente em cenários como o atual, onde a solidariedade e o engajamento cívico têm cada vez mais valor e grande papel no cuidado com os mais necessitados e na transformação de realidades.

E completa,

Os cursos livres, imersões, seminários e demais iniciativas organizadas pelo próprio setor são tão fundamentais quanto cursos de graduação e pós-graduação, principalmente quando o assunto é a promoção de novas habilidades que contribuirão para o desenvolvimento de um impacto social real, relevante e sustentável.

Mesmo em um momento como esse, o importante é não parar e encontrar formas criativas de se reinventar e se atualizar para compartilhar experiências e ampliar conhecimentos.

Um profissional mais habilidoso, com visão crítica da realidade e que consiga trabalhar como mediador de diversos públicos, exige um esforço educacional que todo responsável pela comunicação deve ter para que ações de mobilização e conscientização se concretizem dentro das organizações do Terceiro Setor.

E se você quiser aprender mais e compartilhar suas experiências, entre em contato conosco pelo e-mail gecomterceirosetor@gmail.com.


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