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| Iana Brando possui experiência em inteligência artificial com aplicação no audiovisual. / Divulgação |
A inteligência artificial está revolucionando o nosso dia-a-dia em uma velocidade que jamais pudéssemos imaginar, principalmente em nosso ambiente de trabalho. Hoje utiliza-se uma ferramenta de IA, amanhã já nasce uma diferente ou até melhor. Se não existir uma para determinada tarefa, aguarde um instante que logo, logo se cria uma. A revolução está diante de nossos olhos e o Terceiro Setor não pode ficar para trás. Aprender a utilizar a inteligência artificial na comunicação para as instituições sociais está se tornando um diferencial entre elas. O ambiente do audiovisual tem sido a área mais impactada na área da comunicação, em se tratando de produção de conteúdo. No entanto, não podemos deixar de produzir conteúdos humanizados e nos tornarmos “comunicadores artificiais”.
A entrevista, a seguir, é justamente sobre esse cuidado com o uso da inteligência artificial no trabalho dos comunicadores para o Terceiro Setor.
Iana Brando é técnica em comunicação no projeto Cria RJ e responsável por planejar, produzir e executar estratégias de comunicação para divulgar ações, fortalecer a imagem institucional e garantir uma comunicação eficiente com o público. Em sua trajetória, atuou na ONG Capacitrans como filmmaker, produzindo conteúdo audiovisual para o documentário “Transformando na Moda 3” e foi produtora executiva da “Marcha Trans & Travesti RJ”. Confira o que Iana Brando compartilhou nesta entrevista.
Gecom: O que despertou o gosto pelo audiovisual e o que te mantém atuando e inovando como filmmaker e criadora de conteúdo nas redes sociais?
Iana Brando: O meu interesse no audiovisual começou quando eu entendi que para além de uma fotografia ou filmagem, o audiovisual capta memórias, sentimentos e a forma que cada profissional dessa área enxerga o mundo. O que me mantém nessa área é principalmente como eu me expresso para o mundo e a forma que eu me comunico com ele através da minha essência e olhar.
Gecom: Durante a atuação na ONG Capacitrans, quais foram os principais aprendizados e desafios de produzir conteúdo audiovisual em um contexto de impacto social?
Iana Brando: Eu aprendi dentro da comunidade trans que pra gente passar nossa dor e luta para o mundo temos que abordar isso de forma mais cômica, mas também de forma sensível para que a gente saia do lugar de vitimismo e passe a mostrar o lado feliz da vida e da luta também. Isso tudo conseguimos passar no trabalho de audiovisual visual que fiz para Capacitrans!
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| Na opinião de Iana, unir inteligência artificial e o audiovisual é o caminho para dar voz e visibilidade à luta trans. / Divulgação |
Gecom: De que forma a inteligência artificial contribui para a produção audiovisual dentro das ONGs?
Iana Brando: Ajuda a mostrar de uma forma mais lúdica ou realista o que a ONG quer passar ou qual o objetivo dela em relação ao seu projeto. Também ajuda muito na questão administrativa se você precisar de um suporte ou algo do tipo. Hoje em dia, a inteligência artificial facilita muito os trâmites que antigamente levavam dias ou semanas para serem executados. Nos dias atuais, levam apenas algumas horas ou minutos!
Gecom: Para comunicadores do Terceiro Setor que utilizam ou pretendem incorporar inteligência artificial em suas produções, quais são as recomendações éticas, técnicas e criativas para garantir eficiência sem abrir mão do propósito da causa?
Iana Brando: A inteligência artificial deve ser encarada como uma ferramenta de apoio e não como substituta da sensibilidade humana que está no centro do trabalho do Terceiro Setor. Para comunicadores que já utilizam ou pretendem incorporar IA em suas produções, o primeiro cuidado precisa ser ético: ter transparência sobre esse uso, revisar com atenção os conteúdos gerados e evitar a reprodução de vieses ou informações fora de contexto que possam comprometer a credibilidade e a integridade da causa.
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